segunda-feira, agosto 06, 2007

Saudade



Saudade, palavra triste e exótica
Sinto-a com emoção e beleza
Recorda minha vida caótica
De um tempo tido, em dureza.

Saudade, fica gravada na vida
Quando a despedida chega
De alguém que foi de partida,
Que meu coração aconchega

Saudade, foi o que restou
Depois dessa partida precoce
A minha tristeza..ai começou,
E o meu peito dela, tomou posse.

Saudade, irá acabar
E a minha nostalgia também
Porque quem partiu vai chegar,
E o meu coração fica bem.

domingo, agosto 05, 2007

Quando eu morrer

Este texto tem a autoria de borbolletta, mas como ao passar por lá, gostei tanto e parece que ela leu os meus olhos antes de escrever... não podia deixar de publicar aqui o texto... com os devidos direitos de autor...

Quando eu morrer,
quero que o meu nome seja esquecido
e desprovido de memórias.
Quero que chova
e a água varra as minhas cinzas,
o vento as afaste,
e o sol as disfarce.

Quando eu morrer,
quero que a minha presença
no mundo,
seja apagada
e a minha imagem desprovida
de relatos.

Quando eu morrer,
quero que se esqueçam
que um dia existi.
Como brisa que passa,
que toca ao de leve,
quero ir embora,
sem deixar nada de mim.

Escrito por borbolletta

sexta-feira, agosto 03, 2007

Desilusão com amor...

Sentado numa cadeira do hospital,
Fico à espera que me chamem…
Ouço tua voz em todos os lugares!
Mas não te vejo…

Faço o exame,
Saio pela porta principal…
Vou caminhando!
Mas sempre sem sinal…

Passando pelo verde daquele jardim,
Olha em volta…
E ouço-te novamente!
Mas só apareces na escuridão…

Foram quinze anos,
Sem te ver chorar…
Toquei na última lágrima!
Mas continuaste a chorar…

Dei-te um abraço,
Acabei contigo ao colo…
Esboçaste um sorriso!
Mas não paraste de chorar…

Pedi-te para seres feliz,
Dizes-te que tudo era ilusão…
Ai a desilusão!
Mas a esperança é a última a morrer…

Poemas de um Cavaleiro II






Tempestades, Monstros do mar,
Enfrentei sem medo,
Mas sem rumo a tomar.
Perdido no momento,
Perdido no Oceano,
Brisa leve que carrego,
Milhares de gotas percorri,
Com o olhar no Horizonte,
Pirata sem vida, pirata cego,
Pirata morto, tudo venci.
Bússola para norte,
Rumo ao desconhecido,
Sem medo da morte,
Estava perdido.
Não era marinheiro nem nunca naveguei,
Solitário na minha jangada,
Nadei, afoguei, chorei,
Porque não encontrava nada,
Jóias perdidas, dinheiro esquecido,
De que me valia isso no fundo,
Se mais nada importaria neste mundo,
Só tu.
Marinheiros a boiar,
Embarcações abandonadas,
Ventos mortíferos,
Bandeiras pretas levantadas.
A minha jangada se afundou,
E sem qualquer força,
O meu coração contra o mar lutou,
Mas não conseguia mais,
Então fui ao fundo de tudo,
Esqueci-me de mim,
Já não podia respirar,
Esta história não podia acabar assim,
Mas já não havia nada para lutar,
Até que me reluziu,
Uma pérola dentro dum tesouro,
Naquilo que ninguém viu,
Nem pirata, nem bárbaro, nem mouro.
Abriu-se o cofre mágico, Vi duas pérolas brilhantes,
Eram os teus olhos mais lindos que diamantes.
Saíste do cofre naufragado,
Deste força para me salvar,
Viemos á superfície e eu nem te conseguia olhar.
Não sei porquê, será que eras tão cintilante assim?
Porquê é que me salvaste se já não te lembravas de mim?
Mas olhei-te melhor e aí entendi,
Que não precisava de ser marinheiro,
Para encontrar um tesouro assim...

quinta-feira, agosto 02, 2007

Pirataria ou Partilha?





A Polícia Judiária fechou a aproximadamente uma semana atrás o maior Site de Partilha de ficheiros português. Ao que consta e ao que li, o Dono do Site (Luís Ferreira), fez uma queixa dum outro site ao utilizar um nome parecido com a "Marca Btuga". A polícia investigou e resolveu apreender os servidores do Btuga. Sendo eu um utilizador já com algum tempinho nestas "andanças", fiquei muito triste pelo meu 3ª Lar ter fechado. Mais do que um Site de Partilha era onde cerca de 160,000 utlizadores ( 1.6% de Portugal), todos os dias falavam, conversavam, desabafavam, tiram as suas dúvidas e apreendiam milhares de conhecimentos. Informo á TVI que divulgou a notícia como sendo do campo de "Pirataria", que aprenda melhor a ver as coisas e que não se precipite, pois o Btuga além de não ser Ilegal, não é nem de perto nem de longe um site de pirataria. E queria agora informar á PJ que acabaram de beber um copinho de água de um longo oceano. Pois podem fechar á vontade os de Portugal porque a gente vai para os Internacionais, e estes vocês nem lhes podem cheirar. Senhores membros da PJ, ainda têm muita água para beber . A partilha de ficheiros, e não PIRATARIA nunca vai acabar. Um abraço ao Luís Ferreira e como diz no próprio site http://www.btuga.com/ , Até já Btuga.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Recomeçar de novo...

Nestes últimos tempos tenho acompanhado de perto um processo de divórcio, de uma pessoa minha amiga. Tem-me custado bastante, porque eu próprio não sei bem como lidar com esta situação, as palavras certas nestas alturas…
Já estava desconfiado que este dia iria acabar por chegar, apesar de nunca lhe ter tocado no assunto… sentia nela algo que lhe estava a deixar bastante angustiada e triste, mas não queria contar. Escusava-se a falar das coisas de casa, fora obviamente do filho. E do pouco que já a conheço, percebi logo que não era mulher de aguentar muito tempo a situação pela qual estava a viver.
Depois de algumas tentativas de alertar o agora ex-marido, disse-me que precisava de falar urgentemente comigo.
- Porquê eu? – perguntei-lhe.
- Foste a única pessoa que foi capaz de perceber que algo não estava bem comigo, e além disso, ninguém sabe da existência de ‘nós’” – disse-me.
Depois de ter a certeza que era isso mesmo que ela queria, dei-lhe a força e coragem necessária para avançar em frente com o divórcio e não desistir a meio de todo o processo, para não se descair nas jogadas sentimentais de quem quer que fosse! Porque no mundo em que vivemos já ninguém é obrigado a serviu de empregada ao seu próprio marido e controlada…
Sabia que era capaz, ainda para mais com o apoio do filho (é criança, mas não bebé). “Mãe, só quero que sejas feliz”, disse depois de a mãe lhe colocar a par de tudo.

terça-feira, julho 31, 2007

Poemas de um Cavaleiro I



A torneira cinzenta,
Enche a banheira macia,
O sabão no teu braço,
Deixa-me louco para realizar qualquer fantasia.
Os teus lábios de mentol,
O tua ternura ensabuada,
A janela pequena refecte o pôr do sol,
Os meus pensamentos entoam ao sabor do nada.
O teu calor,
O teu carinho,
Desfazem qualquer dor,
Não me fazem sentir sozinho.
O teu cabelo molhado,
O teu olhar apetecido,
Amor retardado,
Comemos ambos do fruto proibido.
No meu ouvido,
Soas-me a palavra sagrada,
Que toda a gente diz,
Mas quase todos em troca do nada,
Que todos os corações batem,
Mas poucos com felicidade,
Que todos os amores vão,
Mas só a tu me deixas louco de saudade.
És mais quente do que a água que me leva até a ti,
És mais suave do que os raios que iluminam o nosso amor aqui.
És fogo, és vento, és luz,
És o anjo que mesmo sem asas me conduz.
Um segundo sem ti,
É uma eternidade,
Tu vais partir em breve,
Mas eu já sinto saudade.
Por favor fica mais um bocado,
Fica até ao amanhecer,
Ela acena que sim...e cada momento......passa a correr...